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2026 - Revista CREATOR, Derretimento do gelo vira arte ambiental em novo alerta sobre crise climática

Foto do escritor: Elza Suzuki
Elza Suzuki
22 de abr.
2 min de leitura

Atualizado: 26 de ago.


REVISTA CREATOR - O ativismo estético contemporâneo exige mais do que a mera ilustração de um problema; ele demanda vivência e pesquisa de campo contínua.

Radicada em Niterói (RJ), a artista visual Elza Suzuki encontrou o foco definitivo de sua produção a partir da observação sistemática da Lagoa de Piratininga. Iniciada em 2019 diante de um cenário grave de desequilíbrio ecológico, sua investigação

tomou um rumo surpreendente durante o isolamento de 2020 e 2021. A suspensão da atividade humana permitiu a proliferação de aguapés que filtraram as águas da lagoa, revelando m a potência autônoma de regeneração da natureza.

Essa constatação reorientou sua poética, consolidando a interdependência dos ecossistemas como o eixo central de sua arte ambiental.


O derretimento como metáfora e a pintura em fluxo

A genialidade dessa pesquisa atinge seu ápice na tradução de dados climáticos para o comportamento da própria matéria no ateliê. Na "Série Águas" (2025), a artista renuncia ao controle absoluto do pincel para utilizar blocos de gelo com pigmentos sobre a tela. É o derretimento - conduzido pelo tempo, pelo escorrimento e pelo acaso — que constrói a imagem geométrica e abstrata. Esse fluxo age como uma metáfora cirúrgica do aquecimento global, atravessada por dados reais e alarmantes, como a sensação térmica de 60°C registrada no Rio de Janeiro. A impermanência torna-se, assim, uma linguagem visual tangível.


A expansão do suporte como organismo vivo

Rompendo com a bidimensionalidade convencional, a pesquisa evolui para a "Série Pé-Raiz" (2025).

Abandonando os chassis tradicionais, a artista utiliza o canvas solto e incorpora galhos naturais, cordas e fios que simulam raízes. A estrutura da pintura passa a se comportar fisicamente como um organismo vivo em busca de água. Dialogando com referências históricas da ecologia na arte, como Frans Krajcberg e Olafur Eliasson, a obra de Suzuki não apenas aponta para o colapso, mas materializa o esforço estrutural da flora — como a força dos manguezais — para resistir à degradação.


Presença no circuito internacional e nova exposição

Destinada a colecionadores, instituições e curadores comprometidos com a urgência climática, a trajetória da artista encontra-se em franca projeção. Apenas nos últimos meses, sua pesquisa alcançou o circuito europeu com a mostra AR Coletiva de Arte na Casa Sur, em Madri (2025), e integrou a exposição "Obras à Mostra", na galeria ReservArt em Niterói (2026).


Dando continuidade a essa expansão, seu acervo prepara-se para ocupar a "Exposição Ruptura", que inaugura no dia 16 de abril de 2026, no Espaço Madd Criativo, em Pendotiba, Niterói. Para curadores e arquitetos que buscam integrar essa reflexão ecológica de alto padrão aos seus espaços, o portfólio completo pode ser acessado pelo site [www.zuki.com.br] e pelo Instagram @elzasuzuki.





 
 
 

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@ elza suzuki 2026

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